Problemas: disfarces para oportunidades de crescimento | Espiritualidade nos Negócios

Problemas: disfarces para oportunidades de crescimento

Normalmente, no ambiente corporativo, vivenciamos várias situações de conflito, cuja origem está no relacionamento que temos com o chefe ou colega de trabalho. Invariavelmente, algumas pessoas que cruzam nossos caminhos parecem se comportar como aquela “pedra no sapato” que incomoda e da qual, muitas vezes, não conseguimos nos livrar. Esse tipo de situação acontece com todo mundo, em qualquer empresa (por mais maravilhosa que seus títulos e certificações atestem) ou família. Quando o “santo não bate” ou o problema parece ser persistente, temos duas opções à frente: reclamar ou olhar a situação sob outro ponto de vista, tentando enxergar qual lição podemos (e devemos) tirar desta situação.

Lógico que a primeira reação que temos é sempre apontar o dedo para o outro e reclamar de suas atitudes (ok, algumas pessoas são bem “difíceis” mesmo de lidar). No entanto, o que muitas vezes não percebemos (ou queremos enxergar) é que justamente essa pessoa da qual reclamamos funciona como um “espelho” para os nossos defeitos. Ela espelha hábitos e características negativas que possuímos e não percebemos. Ou seja, aquilo que mais nos irrita nela é justamente uma atitude que também temos ou costumamos praticar em relação aos outros, sem termos consciência disso. Por isto, precisamos encarar tais problemas como lições. São oportunidades de crescimento espiritual que a vida coloca em nossos caminhos. O olhar e a atitude que você terá em relação ao desafio imposto irá determinar a repetição de um ciclo de sofrimento ou a liberdade e superação de um obstáculo que ficará para trás.

No texto abaixo, o líder espiritual Sri Prem Baba nos ensina a lidar com os “problemas” à nossa frente. Confira:

prembaba

Prem Baba

“Devemos varrer da nossa mente a crença de que temos problemas. Eles não existem. O que há são oportunidades de transformação e crescimento. Problemas ou o que chamo de repetições negativas – situação destrutiva que se repete ou a sensação de estar sempre caindo no mesmo buraco – sinalizam lições que devemos aprender para o nosso próprio bem. Se sofremos diante dessa repetição e, principalmente, se ela for insistente, é porque estamos nos recusando ou resistindo a aprendê-la e, consequentemente, em assumir a responsabilidade por ela. É preciso parar de pensar que somos ‘vítimas indefesas das influências nefastas do espaço sideral’ e, com isso, banir também o jogo de acusações. Não importa onde esse aparente obstáculo está se manifestando, se é na área profissional, financeira, afetiva, sexual ou na saúde. Apenas se abra para ouvir a mensagem que ele está querendo transmitir. Olhe para o seu mundo interior e se pergunte honestamente: ‘o que eu tenho a aprender com esta situação?’. O universo responderá a sua indagação de alguma maneira, seja em forma de sonho ou de algum acontecimento ou insight.

Normalmente, a causa dos sofrimentos está ligada às insatisfações dos relacionamentos. Antes de mais nada, devemos considerar a possibilidade daquela pessoa que nos perturba ser um espelho que reflete aspectos de nós mesmos, para os quais não temos coragem nem maturidade de olhar e aceitar. Vendo por esse ângulo, tal pessoa é na realidade um mestre para nós. Isso não significa se tornar cego para os defeitos do outro, mas em se abrir para a oportunidade de aceitá-lo, apesar disso. Esse grande passo somente é possível quando paramos para refletir a respeito, pois todo o jogo de acusações, que gera o enrijecimento do coração, nasce do pensamento compulsivo. Portanto, para perceber essas nuances, como as artimanhas das acusações e a do espelho, é necessário aceitar a mente e olhar para dentro. Claramente, você perceberá que se o seu coração está fechado para alguém, isso significa que ainda carrega a crença de que inimigos existem ou que culpa alguém pelo fato de sua vida não estar como gostaria. Esse é um dos aspectos mais sórdidos da ilusão: apontar o dedo para o outro. Se você ainda não pode assumir responsabilidade pelo o que acontece na sua vida, sugiro que, no mínimo, procure renunciar ao julgamento e comece a se permitir aceitar as diferenças.

Tenha sempre em mente que quanto maior a gressividade, a arrogância, ou qualquer outro mecanismo de defesa, maior é a dor que aquela pessoa possui dentro dela. Eu acredito que crescemos espiritualmente quando nos abrimos para amar até mesmo aqueles que nos incomodam. Essa é a grande aventura da vida. Costumo também dizer que se a vida é uma escola, o relacionamento é a universidade. Lembrando que nessa universidade não é possível comprar o diploma ou colar para passar de ano. Nós estamos nessa escola para aprender a amar sem querer nada em troca. E sabe qual é a prova final? Deixar o outro livre, respeitá-lo, e ficar em paz até mesmo se ele não retribuir a intenção.”
Prem Baba

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