Os 12 princípios do consumo consciente: pequenos gestos = grandes transformações | Espiritualidade nos Negócios

Os 12 princípios do consumo consciente: pequenos gestos = grandes transformações

Degelo nos polos, poluição acima do tolerável nas metrópoles e no oceano, seca, inundações, furacões… Ok. Já sabemos que a mão do homem está por trás de grande parte das mudanças climáticas em marcha no planeta. E apontamos o dedo para o governo e grandes corporações na cobrança de uma solução mágica para todos os problemas. A questão, no entanto, é: o que você está fazendo para mudar o cenário?

Lógico que boa parte da mudança depende da implementação de novas políticas e regras de conduta por parte de governantes, assim como de novas diretrizes (sustentáveis e limpas) para guiar a forma de se produzir e fazer negócios. No meio disso tudo, entretanto, as minhas escolhas, assim como as suas, também têm grande impacto no resultado final. É a velha história da gota do oceano que, sozinha, sob um olhar míope e limitado, pode não significar muita coisa. Mas quando somada às demais gotas dá forma aos rios e oceanos que podem ser vistos de fora da Terra.

Ainda não está convencido do seu “poder”? Quando o assunto é água, por exemplo, ao fechar a torneira para escovar os dentes três vezes ao dia, um único indivíduo pode economizar, ao longo de 70 anos de sua vida, uma quantidade de água equivalente a três quartos de uma piscina olímpica cheia de água, segundo dados do Instituto Akatu. E olha que esse é o menor gesto de economia de água que uma pessoa pode adotar. Se contabilizarmos as torneiras e mangueiras abertas durante a limpeza da louça e da calçada, imagina só a quantidade de água que evitaria ser desperdiçada…

Coerência e consciência
A interrupção do ciclo atual de consumo desenfreado e desperdício, que exaure de forma indiscriminada os recursos naturais do planeta, depende de uma mudança na chave mental que comanda nossos impulsos e desejos. Na opinião do diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, precisamos falar mais sobre “felicidade” se quisermos construir uma sociedade mais equilibrada, e sermos coerentes com os discursos que adotamos como lema de vida. “Vejo muitas famílias exaltando o transporte público e a bicicleta, mas que trocam de carro a cada dois anos. A criança percebe essa incoerência. Os adolescentes questionam”, disse durante um fórum sobre consumo sustentável.

O ponto central de toda questão é um só: hoje, consumimos 50% mais recursos renováveis do que a Terra consegue repor ou absorver. Dito de outra forma, ultrapassamos a capacidade do planeta de purificar o ar, produzir água potável, recuperar áreas agricultáveis e absorver todo tipo de resíduo gerado no consumo. E ainda assim, não mudamos nossos hábitos.

De forma a reverter este cenário, novas tecnologias sustentáveis estão sendo criadas e incorporadas aos meios de produção. No entanto, para causar uma transformação radical no sistema, seria necessário que as novas tecnologias fossem capazes de usar cinco vezes menos recursos naturais para prover as populações de países desenvolvidos e subdesenvolvidos com o mesmo bem estar atual das populações mais ricas do planeta, de acordo com estimativa do Akatu.

Ainda estamos longe deste patamar. Por isso, a conscientização e participação de cada um de nós neste processo é tão importante. A incorporação individual de hábitos mais sustentáveis pode parecer um esforço pequeno e até mesmo inútil. Quando adotados de maneira consistente, entretanto, podem fazer uma grande diferença.

O Instituto Akatu desenvolveu um material com orientações sobre consumo consciente. Confira:

12 princípios do consumidor consciente

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1. Planeje suas compras
Não seja impulsivo nas compras. A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor.

2. Avalie os impactos de seu consumo
Leve em consideração o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas de consumo.

3. Consuma apenas o necessário
Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos.

4. Reutilize produtos e embalagens
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.

5. Separe seu lixo
Recicle e contribua para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.

6. Use crédito conscientemente
Pense bem se o que você vai comprar a crédito não pode esperar e esteja certo de que poderá pagar as prestações

7. Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas
Em suas escolhas de consumo, não olhe apenas preço e qualidade. Valorize as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.

8. Não compre produtos piratas ou contrabandeados
Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência

9. Contribua para a melhoria de produtos e serviços
Adote uma postura ativa. Envie às empresas sugestões e críticas construtivas sobre seus produtos/serviços.

10. Divulgue o consumo consciente
Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar seus familiares, amigos e pessoas.

11. Cobre dos políticos
Exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática do consumo consciente.

12. Reflita sobre seus valores
Avalie constantemente os princípios que guiam suas escolhas e seus hábitos

10 caminhos para a Produção Responsável e o Consumo Consciente

Ao consumir valorize:

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1. Os produtos duráveis mais do que os descartáveis ou de obsolescência acelerada

2. A produção e o desenvolvimento local mais do que a produção global

3. O uso compartilhado de produtos mais do que a posse e o uso individual

4. A produção, os produtos e os serviços social e ambientalmente mais sustentáveis

5. As opções virtuais mais do que as opções materiais

6. O não desperdício dos alimentos e produtos, promovendo o seu aproveitamento integral e o prolongamento da sua vida útil

7. A satisfação pelo uso dos produtos e não pela compra em excesso

8. Os produtos e as escolhas mais saudáveis

9. As emoções, as ideias e as experiências mais do que os produtos materiais

10. A cooperação mais do que a competição

 

Autor: Fernando Ferragino
Fonte: Instituto Akatu – www.akatu.org.br

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