Mídias Sociais: cuidado pra não viciar! Enquanto você fica conectado, olhando pra baixo, a vida flui ao seu redor | Espiritualidade nos Negócios

Mídias Sociais: cuidado pra não viciar! Enquanto você fica conectado, olhando pra baixo, a vida flui ao seu redor

Você sabia que uma pessoa passa, em média, 4 anos de sua vida olhando pra baixo, concentrada na tela do smartphone? Enquanto você está conectado ao mundo virtual das mídias sociais, a vida acontece no mundo real e, embora não se dê conta, você acaba perdendo inúmeras possibilidades de interagir e se relacionar com pessoas e situações, de aprender coisas novas ou simplesmente apreciar o cenário ao redor. Quando você deixa de estar presente no momento, a vida se esvai, literalmente, pelos dedos que você utiliza freneticamente para teclar. Trata-se de um grande paradoxo, mas as mídias sociais, muitas vezes, tornam as pessoas antissociais. Você já almoçou com uma pessoa que não tirava os olhos e os dedos da tela do celular? Irritante e desagradável, pra dizer o mínimo… Embora a tecnologia tenha encurtado a distância e a velocidade da comunicação, por outro lado, ela criou uma grande geração de pessoas solitárias, com grandes listas de “amigos” nas redes, mas com poucos amigos verdadeiros na vida real. Quando foi a última vez que você encontrou com seus amigos e familiares pessoalmente e conseguiu manter um diálogo olho no olho, sem olhar para a tela do smartphone?

Uma barra mais perto da humanidade
Os dois vídeos abaixo falam justamente sobre esse tema de forma bem legal e atual. O primeiro (“Can we auto-correct humanity?”), estrelado pelo rapper Prince Ea, faz uma crítica dura à atual geração estimulada em excesso pela mídia, “que não consegue manter uma conversa sem abreviação, onde conversas são reduzidas a 140 caracteres e vídeos a 60 segundos”. Segundo Prince Ea, num mundo recheado de iMacs, iPhones, iPads, entre outros “is”, a tecnologia nos tornou mais egoístas e separados do que nunca. “Enquanto ela propõe nos conectar, a conexão não ficou melhor”. Ele também classifica o Facebook como uma rede antissocial. “Enquanto temos grandes listas de amigos, vemos cada vez menos nossos amigos, acessamos nossas timelines sempre sozinhos. Sentamos em frente aos computadores medindo o número de ‘likes’ e seguidores, ignorando aqueles que gostam de nós e poderiam nos dar um abraço”. E conta sobre o dia em que propôs encontrar com um amigo, que respondeu: “tudo bem, a que horas você quer falar no skype?”. “Estou cansado de me comportar de acordo com o modo como o conformismo com a vaidade é aceito em uma insanidade digital. Pode me chamar de louco, mas imagino um mundo onde daremos risada quando a bateria estiver acabando, porque estarei uma barra mais perto da humanidade”, declara o rapper.

Olhe pra cima
Nesta mesma linha de pensamento, o vídeo “Look up” (escrito, dirigido e estrelado por Gary Turk) também faz um alerta sobre a importância de aprendermos a “coexistir” e mantermos um equilíbrio entre o mundo real e o digital, de forma com que você tenha certeza de que está desperto e vivendo a sua vida no presente, ao invés de viver a vida através da tela. “Quando você está muito ocupado olhando para baixo, você não percebe as chances que perdeu. Não perca a sua vida olhando para baixo, na tela do monitor, porque nada é pior do que o arrependimento. Passamos horas juntos sem manter contato com os olhos. Não ceda a um mundo onde você segue a moda. Dê as pessoas o seu amor e não o seu ‘like’. Se desconecte da necessidade de ser ouvido e definido. Saia para o mundo e deixe as distrações pra trás. Olhe pra cima, feche o display, pare de assistir a este vídeo e viva a vida da forma real”, aconselha Gary.

A morte da conversa
A foto que ilustra a abertura dessa notícia faz parte do trabalho intitulado “The Death Of Conversation”, do fotógrafo Babycakes Romero. Perambulando pelas ruas, ele fotografou uma série de situações que mostravam pessoas cabisbaixas, distraídas e compenetradas nas telas dos celulares, completamente alheias ao que acontecia ao redor. Romero não é contra a tecnologia, mas faz uma crítica à forma como a utilizamos, e acredita que o uso excessivo dos aparelhos têm tornado as pessoas entediadas. Basta ver as expressões das pessoas fotografadas nas fotos abaixo.

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Moral da história

Você não precisa jogar no lixo, destruir ou parar de usar seus smartphones, tablets e outros gadgets. O ponto é: cuidado para não se tornar escravo dessa tecnologia. Esteja no controle! A escolha é sempre sua. Seja equilibrado, exercite a atenção plena, esteja sempre no momento presente, encontre seus amigos, faça contato olho no olho e curta a vida ao lado das pessoas que você ama.

Autor: Fernando Ferragino

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