Campanha sobre alcoolismo utiliza carta comovente de menina para marca de whisky. Veja o vídeo; o final vai te chocar | Espiritualidade nos Negócios

Campanha sobre alcoolismo utiliza carta comovente de menina para marca de whisky. Veja o vídeo; o final vai te chocar

O alcoolismo é um tema banalizado e subestimado em nossa sociedade. Pior, vivemos em uma cultura que exalta e glamouriza o consumo de bebidas alcoólicas. Entre os homens existe, por exemplo, a percepção de que pra ser “macho”, o cara precisa beber. Durante o colégio e a faculdade, a percepção prevalente é a de que homens e mulheres que bebem fazem parte da turma dos “descolados”, a galera “popular” com quem todo mundo quer circular. Se você não bebe, automaticamente é classificado como “careta” ou “nerd”. Basta ver a quantidade de jovens nos bares localizados nos entornos das faculdades pra ter uma dimensão do problema. A propaganda estimula esse comportamento ao associar o consumo de bebidas alcoólicas à diversão, sucesso e sofisticação, afinal, pra ser um executivo de sucesso também é necessário tomar whisky (vem no pacote junto com o terno, a gravata e o carro de luxo). O que as pessoas não falam é que o álcool também mata! Segundo a ONG Bandeiras Brancas, 39% das ocorrências policiais envolvendo conflitos familiares têm como principal causa o alcoolismo. O álcool também é a maior causa de mortes entre jovens brasileiros de 15 a 19 anos, de acordo com um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), e seu consumo está associado a mais de 200 doenças ou lesões, como cirrose hepática e alguns tipos de câncer.

Com o intuito de alertar as pessoas sobre o efeito devastador que o alcoolismo pode ter na vida das pessoas, a ONG Bandeiras Brancas lançou um vídeo baseado na história verídica de uma menina de 8 anos, que escreveu uma carta para uma famosa marca de whisky. No vídeo “Carta para Jack”, narrado em primeira pessoa, Laura pede a Jack que se afaste do pai dela. Ela sente a falta do pai e reclama que depois que seu pai conheceu Jack, a vida da família passou uma mudança profunda: o pai perdeu o emprego, teve de vender a casa para pagar as dívidas, começou a faltar comida em casa e seu pai tornou-se uma pessoa ausente e violenta. Laura termina a carta pedindo que Jack se afaste de suas vidas, para que seu pai possa ser novamente o cara com quem sua mãe se casou e a família possa ser feliz novamente. O final dessa história traz uma informação comovente (e infelizmente verídica) que vai te chocar. Veja o vídeo:

3,3 milhões de pessoas morreram por consumo de álcool em 2012.
Brasileiros superam consumo médio mundial

Cerca de 3,3 milhões de pessoas morreram em decorrência do consumo de álcool em 2012, por causas que variaram desde câncer até a violência, revela um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que cobriu 194 países e observou o consumo de álcool, seus impactos na saúde pública e repostas de políticas de combate.

Segundo o relatório, os brasileiros bebem mais que a média mundial – o consumo médio no Brasil é de 8,7 litros por pessoa por ano, sendo que o consumo mundial para pessoas acima de 15 anos é de 6,2 litros por pessoa por ano. No mundo, 7,5% da população experimentou em algum ponto do ano um caso de consumo excessivo de álcool. No Brasil, essa taxa foi de 12,5%.

Na avaliação da brasileira Maristela Monteiro, assessora principal sobre abuso de substâncias e álcool da OMS, há uma cultura de consumo de álcool instalada na América Latina, criando um importante problema de saúde pública regional. Na América Latina e no Caribe, as pessoas consomem em média 8,4 litros de álcool puro por ano, 2,2 litros a mais do que a média mundial. A consequência é que, em 2012, houve uma morte a cada 100 segundos em decorrência do álcool – 80 mil mortes poderiam ter sido evitadas naquele ano, caso o consumo de álcool não tivesse ocorrido.

O relatório da OMS cita outro estudo que identifica o álcool como a maior causa de mortes entre jovens brasileiros entre 15 e 19 anos. Os acidentes causados por pessoas alcoolizadas são um dos principais problemas de segurança e saúde associados ao consumo de álcool. Além disso, a organização calcula que o consumo de álcool contribua com mais de 200 doenças ou lesões, como cirrose hepática e alguns tipos de câncer. O álcool também torna as pessoas mais suscetíveis a doenças infecciosas, como HIV e tuberculose, e menos receptivas ao tratamento.

 

Fernando Ferragino
Fonte: Exame; BBC; Reuters; Brasilpost

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